Responsive image
Me enrola da Muriel
By Erica  /  julho 20, 2017
Vestido plus size
By Erica  /  julho 19, 2017
Nude cada um tem o seu, Dailus
By Erica  /  julho 7, 2017

novembro 3, 2016

Meu cabelo, minhas regras

Postado por Erica

Bom dia, Mulherzinhas!
Começamos hoje, uma série de posts de empoderamento para a mulherada em geral.  E o primeiro será sobre cabelos.
Quase todas as mulheres que eu conheço se preocupam de alguma forma com os cabelos, umas mais e outras menos.  E aí, algumas são obrigadas a ouvir:

 

  • Cabelo curto não é nada feminino. 🙁
  • Nossa cabelo azul?? 🙁
  • Ixii essas cachos tudo “armado” são estranhos. 🙁
  • Cabelo colorido, vc está louca? 🙁
  • Humm com essa cor você não conseguirá emprego. 🙁
  • Mas na sua profissão não pode cabelo desse jeito. 🙁
  • Enrolado e curto, vai virar uma juba. 🙁
  • Nossa, olha como o cabelo dela está branco. 🙁
Agora eu pergunto: – O que essas pessoas que tanto falam do cabelo dos outros tem a ver com a vida alheia?
Até onde eu saiba meu país é livre e posso ter os fios do jeito que eu quiser!
Se quiser raspar, máquina zero…eu posso.
Se quiser deixar estilo Rapunzel…eu posso.
Se quiser alisar…eu posso.
Se quiser enrolar…eu posso.
Se quiser deixar metade de uma cor e metade de outra….eu posso.
Se quiser deixar azul, ou rosa, ou lilás…eu também posso.
Se quiser não tingir mais e os fios brancos começarem a aparecer…eu posso.
Quem tem que se sentir com os cabelos sou eu e não você!!  Afinal os fios são meus, quem paga minhas contas sou eu!
Quando as pessoas vão aprender a cuidar da própria vida?  A não associar cor de cabelo com profissionalismo?  Ou estilo de penteado com ser ou não ser uma boa mãe?
Quer dizer que hoje sou avaliada pela cor do meu cabelo?  As pessoas conseguem afirmar minha qualidade profissional pela cor da tintura que eu usei?
Ok, ok…você tem todo o direito de não gostar de cabelos vermelhos rosa, lisos, cacheados, curtos, compridos, brancos….mas daí querer impor a sua verdade para as outras pessoas??  Isso sim é estranho.
Que tal começarmos a nos olhar no espelho e cuidar da própria cabeleira?
O dia em que as pessoas começarem a se preocupar com coisas realmente importantes, como política, educação, literatura, sociologia, saúde e beleza também pq não?  Mas a sua beleza! Tenho certeza que o mundo será um lugar um pouco melhor.
Agora, se você ainda acha que as pessoas precisam andar, pensar, se vestir e fazer tudo o que você faz…me explica qual o sentido do cérebro na vida de cada um?
Meu corpo, minhas regras!  Meu cabelo, minhas regras!
E se você um dia já ouviu alguma coisa dessas que eu citei e isso te abalou e te deixou pra baixo…se olha no espelho!  Mas se olha de verdade.  Tire aquele pré conceito que as pessoas enfiaram na sua cabeça, e coloque um novo conceito:  TODAS SOMOS LINDAS. Vc pode até querer mudar algo na imagem que vê, mas ainda assim é linda!
Vamos deixar esse preconceito quanto a cor de cabelo de lado, o pior é que esse gera diversos outros preconceitos e tem tantas coisas mais importantes para nos preocuparmos!  Pensa um pouco antes de falar que a mulher de cabelo branco é descuidada, tenho uma tia que parou de pintar os fios e tem eles todo branco e ainda assim é a mulher mais elegante e vaidosa que conheço. 🙂
E você, já passou por alguma situação por causa dos seus fios?  Conte pra nós! 🙂

Tags: , ,

julho 10, 2016

Mulher de 30

Postado por Erica

Bom dia, Mulherzinhas!
Que tal hoje um papo de mulher?  De mulher de 30 anos?

O que acontece com a mulher quando ela chega aos 30?  Algumas coisas nós já sabemos logo de cara como a perda de colágeno e a dificuldade aumentada de perder um grama.  A pressão social é enorme!  Se você ainda não casou ou teve filhos, você sentirá isso na pele, diretamente. Mas será que é só isso?
Claro que não.  Aos 30 anos, ou por volta dos 30, muitas coisas acontecem com o organismo, com nossa forma de pensar e também com o psicológico.  O organismo encontra seu auge tanto mental, física quanto sexual.  Por isso muitas mulheres passam pela famosa “crise dos 30”.  É claro que isso não é uma regra, mas se você está nessa fase é bem provável que se identifique com algum dos itens abaixo.
Mudanças físicas:
  • É normal a mulher aumentar de peso nessa fase, também é normal demorar mais tempo para perder um quilo.
  • Bebedeira – quando vamos naquela festa badalada ou no barzinho com as amigas já pensamos 300 vezes antes de encher a cara pq sabemos que os resultados serão desastrosos.
  • Também é normal o aumento do fluxo menstrual nessa fase, por isso a importância de manter o acompanhamento ginecológico.
  • Se você tem histórico alto de câncer na família, é agora que começam os exames, não necessariamente a momografia, mas é provável que seu médico peça exames mais técnicos.
  • Se prepare para viver com problemas hormonais, isso não é um problema se você se cuida, mas se é daquelas que foge do médico…então terás problemas sim.
  • O metabolismo fica mais lento, por isso tomamos maior cuidado com a alimentação, afinal, sabemos como ficou difícil perder a pizza do domingo rsrsrs
  • Cabelos brancos – se você nunca coloriu os cabelos começará a pensar seriamente em fazê-lo, pq aqueles fios brancos que só você vê estão aparecendo sim!
  • Varizes – anticoncepcionais, salto alto, calças apertadas demais….sim, isso dá varizes e só descobrimos depois dos 30 rsrs
  • Dores – sim, você sentira dores que antes nem imaginava que existiam.  Isso não quer dizer que viramos uma maria das dores, somente que precisamos nos cuidar mais do que antes.
  • Rugas, flacidez, marcas de expressão…se você ainda não sabia o significado dessas palavras começa a sentir na pele e no corpo o peso de cada uma delas rsrs
  • Sabe aquele creme que ficava encostado no seu quarto? Ou aquele protetor solar que venceu e você não usou?  Isso nunca mais acontecerá rsrs
Mudanças econômicas
  • Consciência econômica – pensamos 10 vezes antes de gastar no cartão de crédito pq sabemos a importância de não estourá-lo.  Eu, por exemplo, mantenho uma planilha com todos os meus gastos e de maneira nenhuma estouro.
  • Começamos a pensar no futuro, na possibilidade de guardar dinheiro, de fazer uma previdência, de comprar aquele AP e de não gastar tanto com coisas supérfluas.
  • É melhor pagar caro em um bom antirrugas do que em sapato que usarei uma vez rsrs
Mudanças na forma de pensar
  • Conforto e praticidade – adoramos nos arrumar, mas agora prezamos pelo conforto e praticidade, isso não quer dizer que só usaremos sapatilhas e chinelos para o resto da vida, isso quer dizer que quando escolhemos uma peça de roupa ou sapato pensamos: precisarei me apertar toda para usar?…meus pés vão inchar, será que esse sapato aguenta?…eu posso combinar com quais peças no meu guarda roupas?
  • Descobrimos que vida louca não é passar a noite bebendo no bar…vida louca é se jogar em uma viagem com as amigas…é passar um fds com os sobrinhos…é pagar aquele almoço de domingo para os seus pais…é passar o fds de pijama lendo ou assistindo uma coisa legal…
  • Descobrimos que acadêmia não é passeio, aprendemos o valor de cada agachamento rsrs
O mais importante quando chegamos aos 30 é não nos desesperarmos (como eu já vi muita mulher por aí fazendo), precisamos lembrar que tudo tem seu tempo e se lutamos por algo ele chegará no momento certo.
Não somos menos bonitas, menos poderosas, menos simpáticas….pelo contrário, temos experiência para superarmos qualquer obstáculo, e só seremos realmente mulheres poderosas quando entendermos isso.
Não precisamos provar nada para ninguém, nosso único dever é sermos felizes e plenas.  E eu posso garantir que aos 30 isso é bem mais fácil do que quando tinha 20 anos.
Os 30 anos é considerado por muitos especialistas como o ápice da beleza feminina!  Então viva e aproveite essa beleza em todos os sentidos!

Tags: , , ,

junho 26, 2016

Diversidade, representatividade…onde?

Postado por Erica

Bom dia, Mulherzinhas.
Ontem, 25 de junho, participei do CNB2016.  Na segunda parte das palestras tivemos a honra de conhecer a diretora de redação da Revista Glamour.  No decorrer da conversa, uma das cacheadas (não me lembro o nome dela) levantou a questão da representatividade nessas grandes revistas de moda e beleza.  Eu senti um pouco de desconforto da Monica Salgado na hora de responder essa questão e achei mais, ela não teve uma resposta convincente.
Aí eu fico me questionando…

 

  • Sou gente, sou mulher e sou também consumidora;
  • Sou negra, sou mulher e sou também consumidora;
  • Sou gorda, sou mulher e sou também consumidora;
  • Sou baixinha, sou mulher e sou também consumidora;
  • Sou mulher e não gosto de maquiagem, mas também sou consumidora;
  • Sou cacheada, sou mulher e também consumidora;
  • Sou mulher fora dos padrões alta, magra e loira…mas também sou consumidora;
  • Sou mulher alta, magra, loira e apaixonada por games, mas sou consumidora;
  • Sou mulher fora do eixo Rio/SP, mas também sou consumidora;
  • Sou mulher madura, já passei dos 25 anos, mas sou consumidora;
  • Sou mulher, sou mãe…e agora sou consumidora por 2.

Quantas mulheres que não estão representadas nesse mundo de moda e beleza e pior, onde ficam a tão falada representatividade e diversidade que todas essas áreas pregam ardentemente?

Será que essas palavras R E P R E S E N T A T I V I D A D E  e D I V E R S I D A D E viraram só marketing por ser politicamente correto defender?  Mas se for esse o caso, onde fica a confiança do consumidor nessas marcas?  Pq pregam uma coisa e fazem outra?
Algumas marcas usam a desculpa de que não tem nenhuma mulher “relevante” ou em “destaque” que estejam nesse grupo das gordas, cacheadas, negras e tantas outras fora dos padrões.
Mas aí, eu novamente me questiono….
  • Quantas atrizes negras temos em papel de destaque na TV ou no cinema?
  • Quantas atrizes gordas temos em papel de destaque na TV ou no cinema?
  • Quantas mulheres tipicamente brasileiras (e não com perfil europeu) temos em destaque na mídia brasileira de forma geral?
Só para deixar claro, não estou falando da Revista Glamour em si apenas usei o gancho do que aconteceu no CNB.  Estou questionando a mídia de forma geral.  Quantas vezes eu e você abrimos uma revista e não nos vimos representadas nelas?  Quantas vezes entramos em uma loja e nos sentimos um peixe fora d’água?  E isso pq não tocarei nesse post na representatividade politica e empresarial.
É sério, eu quero muito que você analise friamente quantas vezes entrou em uma loja ou abriu uma revista e pensou “nossa, isso é pra mim” ou “uau, eles pensaram em mulheres como eu”.
Eu sinceramente, procuro a diversidade que as pessoas tanto falam e defendem no mundo da moda e beleza.
Não quero aqui fazer “mimimi”, quero apenas que você analise e pense…será que pq eu ou você estamos fora dos padrões impostos pela mídia precisamos “provar” para as marcas que somos consumidoras?  Será que eu e você que estamos fora dos padrões impostos pela mídia precisamos provar para as marcas que pensamos, sentimos e temos necessidades?
E irei um pouco mais longe, onde fica essa história de “empoderamento” que a mídia tanto fala se ela mesma não acredita em mulheres fora dos padrões?Apesar de não me sentir representada na mídia eu sou mais eu.  E você também deve se dar valor pelo que é, a mídia quer impor um padrão que não pega, é só olhar para a diversidade brasileira, então não se sinta diminuída por causa disso.  Mas também não deixe de lutar por maior representatividade.
Somos consumidoras?  Sim!  Mas também somos muito mais que isso.

Tags: , ,

Páginas12