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maio 29, 2016

Terra Nova

Postado por Erica

Bom dia, Mulherzinhas!

 

Hoje é dia de falar de séries!!! Sou vidrada, louca por elas, sou daquelas que faz maratona e passa noites colocando os episódios em dia.
E essa série que falarei hoje é muito 10! Terra Nova é uma série estadunidense de ficção científica e drama. Criada por Kelly Marcel e Craig Silverstein, a primeira exibição foi ao ar em 26 de setembro de 2011 pela FOX. No Brasil, estreou no dia 10 de outubro de 2011 na FOX Brasil.

 

 

O programa começa em 2149, uma época quando toda a vida na Terra está ameaçada de extinção por um colapso natural, substâncias tóxicas, ar poluído, chuvas ácidas, lixo e etc. Em um esforço para salvar a espécie humana, cientistas descobriram acidentalmente uma maneira de viajar no tempo permitindo que pessoas viajem para 85 milhões de anos no passado, para o meio do período Cretáceo da Terra pré-histórica.
A família Shannon (o pai Jim, sua esposa Elisabeth e seus três filhos, Josh, Maddy e Zoe) se juntam a décima peregrinação de colonos para a Terra Nova, a primeira colônia humana. Entretanto, eles não sabiam que a colônia foi estabelecida em território hostil e com muitos inimigos a frente que querem ver a colônia desabar, arriscando suas vidas pela prosperidade da raça humana e mudança dos atos ocorridos, para que o mundo não seja o que era antes.

 

 

Opondo-se a colônia e seu líder, o Comandante Nathaniel Taylor, um grupo de separatistas conhecidos como os “Sextos”, assim chamados porque chegaram na “Sexta Peregrinação”, trabalham junto com empresários corporativos e com o filho alienado de Taylor, Lucas, em um esforço para retirar os recursos da antiga Terra e enviá-los para 2149. Isto leva até o ponto em que Lucas aperfeiçoa um dispositivo para viajar de volta ao futuro, permitindo que os industriais, juntamente com um exército privado chamado “O Grupo Phoenix”, invadam Terra Nova. No final da primeira temporada, Jim Shannon viaja de volta para 2149 para destruir Hope Plaza, o centro que controla o portal, cortando a ligação com o Cretáceo. O restante do Grupo Phoenix vai à “Badlands” (Terras Ruins, em português), deixando para trás uma relíquia da história humana que haviam encontrado lá: uma carranca de madeira de um navio.

 

 

A série da Fox protagonizada por Stephen Lang e Jason O’Mara, que foi retirada da programação após a exibição dos 13 primeiros capítulos. A emissora BBC informou que a superprodução para televisão atingiu uma média insuficiente de 7,5 milhões de espectadores e o episódio exibido em 19 de novembro passou a ser o fim das aventuras da família Shannon, protagonista de Terra Nova.  Uma pena pq eu simplesmente adorava a série.

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maio 17, 2016

Saga – A Maldição do Tigre

Postado por Erica

Bom dia, Mulherzinhas!
Que tal mais uma resenha de uma super saga?
Cuidado, contém spoiler rsrs
Saga: A maldição do tigre
Livros: A Maldição do Tigre / O Resgate do Tigre / A Viagem do Tigre / O Destino do Tigre
Editora: Arqueiro
Autor: Colleen Houck
Como são 4 livros, falarei deles separadamente e no final darei minha opinião geral.
Livro: A maldição do tigre
Páginas: 311
Ano: 2011
Tudo começa quando Kelsey vai trabalhar em um circo e conhece um tigre branco de olhos azuis.  Imediatamente ela sente uma conexão incrível com o animal e vice-versa.  O que ela não sabe é que esse tigre na verdade é um príncipe que está sob a maldição de um terrível mago.
Kelsey, que tem uma vida normal como qualquer adolescente na sua idade, verá tudo se transformar quando aceita viajar com sr. Kadam para a Índia.  Durante a viagem Ren se mostra como homem e Kelsey percebe um sentimento muito maior pelo homem tigre.
Nesse primeiro livro eles vão em busca de uma maneira para libertar Ren dessa maldição, mas nem tudo é fácil, então eles precisarão decifrar vários enigmas que os levarão a lugares exóticos e cheios de perigos.
Livro: O resgate do tigre

Páginas: 432
Ano: 2012

No segundo livro, Kelsey se afasta de Ren e se aproxima do segundo príncipe, o tigre negro também conhecido como Kishan.  É aqui também que ela se aventura em outros encontros amorosos, mas nenhum deles chegou aos pés do tigre branco e era inevitável a comparação.
Em busca da segunda parte da profecia que promete quebrar a maldição dos irmãos, eles enfrentam animais mitológicos e muita aventura. E ainda preciso acrescer aqui o resgate de Ren das mãos de Lokesh.
Novamente o cenário é incrível e o leitor é simplesmente transportado para dentro dele.

 

Livro: A viagem do tigre

Páginas: 496
Ano: 2012
No terceiro livro da série a busca pela quebra da maldição continua e a vida de Ren e Kishan, Kelsey e sr. Kadam se resumi a muitas pesquisas e estudos para conseguirem decifrar todos enigmas e todas as profecias.
(Spoiler) Aqui eles enfrentarão dragões em seus reinos e precisarão ultrapassar obstáculos assustadores.
O triângulo amoroso fica mais forte a os conflitos também se intensificam, no começo é divertido mas depois fica um tanto chato e cansativo rs mas a temática desse livro o torna muito interessante e é um contrapeso a esse triângulo entre Kelsey, Ren e Kishan.
O mais legal porém, é que o segundo livro termina de forma inesperada e mega dramático então a vontade de começar a ler o próximo é imensa!
Livro: A maldição do tigre
Páginas: 400
Ano: 2013
O último livro da saga é o mais surpreendente.  Tudo que o leitor imaginou até aqui (ou quase tudo) caí por terra.  Aqui também, começamos a entender muitos pontos que ficaram obscuros durante os 3 outros livros.
A aventura se intensifica e temos uma aula de geografia e cultura Indiana.
Kelsey passará por provações enormes, e sim, ainda teremos muitas lamúrias e descontentamentos da personagem.  Conheceremos como surgiu a história da deusa Durga e qual a participação dos nossos personagens em toda essa “saga”.  Lokesh reaparece mais poderoso que nunca, e dará trabalho para ser derrotado, porém o destino de todos eles depende dessa derrota.
A mitologia é muito forte e se prestarmos atenção nos detalhes teremos um aula incrível que nunca mais esqueceremos.
O que eu achei: Para começar, é bom frisar que foi o primeiro livro adolescente (a primeira saga) que eu li e não encontrei erros de português aparentes.  Então, parabéns a editora Arqueiro.
Para continuar, li a saga inteira (os 4 livros) em uma semana, sendo que os dois primeiros levei uma madrugada para cada.  A história é contagiante principalmente pelos elementos da cultura e mitologia hindu, elementos esses que ainda não tinha visto em nenhum livro voltado para esse público.  Aliás, esse é um dos pontos fortes do livro, a autora explorou super bem esses elementos tornando a história única e fascinante.
O livro tem vários detalhes, porém nada demasiado e cansativo que te faça querer parar a leitura.  Os detalhes ajudam a visualizar a história, principalmente para quem não está habituado a esse tipo de cultura.
Confesso que várias vezes em que a autora descreveu os cenários parei para visualizá-los pois nos passa uma beleza incrível, e muitas dessas vezes me sentia parte da história (como expectadora rsrs).
Mas como nem tudo é perfeito em vários momentos quis matar a personagem principal Kelsey, novamente aqui aquela velha história em que a “superhipermegapower” adolescente tem quase super poderes para tomar as decisões mais acertadas do mundo e resolver todos os super problemas, com exceção dos amorosos.  Esse, aliás, foi um segundo ponto que me deixou com muita raiva de Kelsey, a grandessíssima indecisão amorosa.  Várias vezes me peguei pensando como pode uma garota tão decidida na hora de enfrentar os vilões e tão indecisa no amor?
Mas…Kishan salva a dupla amorosa que a partir do segundo/terceiro livro começa a ficar sem graça rsrs  logo, vira um triângulo amoroso rsrs
Em resumo:
  • Super indico a leitura;
  • Leria novamente os 4 livros;
  • As artes das capas são simplesmente incríveis;
  • Não concordei com o final da saga (acho que pq me simpatizei com Kishan rsrs);
  • Adorei os elementos da cultura/mitologia hindu;
  • O cenário que a autora conseguiu montar é tudo no livro e faz toda a diferença na história;
  • Achei Kelsey mimada, orgulhosa e com muitos “conflitos não resolvidos”, por outro lado, ela tomava decisões extremamente sábias no decorrer da drama para salvar os príncipes;
  • Adorei como Kishan cresce no decorrer da saga e como Ren mostra todos os lados que não imaginávamos que existisse;
  • E por fim, a autora teve muita sabedoria com o enredo, a forma como ela conduziu cada livro e cada continuação foi perfeita.

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maio 10, 2016

Trilogia – O Teste

Postado por Erica

Bom dia, Mulherzinhas!!

 

E que tal uma resenha de livro para aquecer esse começo de semana??

 

E o escolhido de hoje é a trilogia O Teste!
Livros: O Teste / Estudo Independente / A Formatura – todos com 320 páginas cada.
Editora: Única
Autor: Joelle Charbonneau
 
 
O que eu achei: Para começar a trilogia “O Teste” é uma distopia, ou seja, uma crítica social, a falsa sensação de segurança, a esperança por um futuro melhor, a descoberta da opressão do governo totalitário, esse tipo de coisa.  Tem uma escrita mais informal, porém, por ser uma trilogia voltada para o público adolescente achei cansativo por ter detalhes demais em algumas partes, várias vezes pulei uns pedaços para não deixar o livro de lado.
No primeiro livro “O Teste – Seu tempo está acabando…” é quando tudo começa, Cia (personagem principal) é escolhida para participar do teste, que nada mais é do que um “vestibular” para entrar na faculdade.
O pai de Cia, que já passou pelo teste, avisa que esse não é um teste comum e que para todos os efeitos ela não deve confiar em ninguém, mesmo os outros da mesma colônia que foram escolhidos também.
O teste é uma avaliação física e mental de todos os participantes, onde se chega ao extremo, e quando digo extremo significa matar para ser aprovado.  Cada prova, cada conversa, cada passo…tudo é monitorado e avaliado, e muitos são “redirecionados”  o que não é nada bom.  Cia e seus amigos descobrirão isso na marra.
A última prova do teste é passar por uma área selvagem e cheia de armadilhas, onde quem sobreviver finalmente ingressará na tão sonhada faculdade.  Mas Cia ainda enfrentará muitas mortes e ciladas.
Em “Estudo Independente“, segundo livro da trilogia,  Cia já está aprovada e ingressa na faculdade, porém ela e os outros alunos não se lembram de nada do que passaram nas provas do teste, todas as mortes, traições e fases foram simplesmente apagadas…mas pq?  Qual o interesse dos organizadores e da presidente que os alunos não se lembrem de nada?
No decorrer do livro, Cia e seus amigos começam a descobrir o real motivo do teste e o pq dele ser tão sangrento.  Devido a “grande esperteza” de Malencia (Cia), ela é convidada a estagiar em Estudos Governamentais, que nada mais é do que o governo de Tosu City, o que ela nem desconfia é que ali a competição é muito mais ferrenha e será exigido dela muito mais de inteligência, será um estágio de vida e muitas mortes.
Esse foi o livro mais complicado e cansativo de terminar, pulei algumas partes e precisei parar várias vezes para não desistir de vez.  Acho que a autora podia eliminar no mínimo umas 100 páginas só de detalhes sem importância (minha opinião).
A Formatura” é o último livro da trilogia.
Cia percebe que o fato de trabalhar direto com a presidente Collindar a torna o alvo preferido dos estudantes, de vários professores e também dos rebeldes.
É nesse livro que descobrimos o pq de todos os horrores no “teste” e onde Cia e seus amigos se juntam para derrubá-lo.  Não será fácil, ela fará escolhas que a acompanharam para o resto da vida.
Confesso que o final me surpreendeu, não esperava toda essa reviravolta, sabe aquela história que o vilão não é tão vilão assim e o mocinho também não é a perfeição em pessoa?  Pois é, isso acontece aqui.
Com toda a crítica internacional e também nacional comecei a ler com uma expectativa gigante e me decepcionei em alguns pontos:
  • Que guerra é essa que o livro tanto fala?
  • Encontrei vários erros de concordância, por ser um livro para adolescente esse tipo de coisa não pode acontecer (onde está a revisão?).
  • Cia tem uma capacidade psicológica, mental e física que eu nunca vi em uma pessoa de 17 anos.  Acho que a autora exagerou um pouco na perfeição da personagem.
  • Achei que em algumas partes, principalmente no livro 2, houve muita “enrolação” na história.  O livro em geral não é nada objetivo.
  • Foi impossível não comparar a trilogia “O Teste” com “Jogos Vorazes”, o enredo é muito parecido.
  • Senti falta de um final para os personagens secundários, a impressão que tive é que eles foram simplesmente esquecidos.
Resumo:
  • Não, eu não leria novamente nenhum dos três livros;
  • Sim, eu indico a leitura da trilogia, mas já aviso: Tenha paciência, tanto com os detalhes como com Cia (que as vezes dá vontade de entrar no livro e dar uma surra na bendita rsrs);
  • Sim, acho que vale um filme, seria interessante.
  • Não, não está entre os melhores livros que li.
  • Não, não é um livro extremamente adolescente, até pq fala muito de política e jogos políticos, logo trabalha um pouco a mente.
  • Minha nota de 0 a 10….6 por ser cansativo em várias partes.
  • Gostei de como eles colocam a figura do líder, é mostrado os dois lados: confiar ou não confiar…questionar ou seguir.
Ficou curioso com algum detalhe?  Quer discutir algum ponto que achaste interessante? Já leste os livros?  Sentiu falta de alguma informação?
Escreva tudo nos comentários!  Teremos o maior prazer em respondê-los!

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abril 11, 2016

Hello Blythe!

Postado por Erica

Bom dia, Mulherzinhas!

Como algumas pessoas já sabem, sou apaixonada por cards! Não importa o assunto, coleciono mesmo desde criança e hoje com 34 anos continuo a guardá-los.
E hoje mostrarei para vocês a edição de 30 post cards da Hello Blythe!

Para quem não sabe, a Blythe é uma boneca e foram lançadas em 1972, pela empresa americana Kenner. Mas elas eram bonecas a frente do seu tempo e não fizeram o sucesso esperado, em menos de um ano sumiram das prateleiras. Durante alguns anos, as Blythes eram apenas conhecidas por alguns colecionadores de bonecas.
Ao mesmo tempo em que foi lançada nos Estados Unidos, a Blythe também foi comercializada no Japão com o nome “Mahou no Hitomi AiAi Chan”, que significa “Os olhos de Magia AiAi Chan” licenciada pela Tomy Corp Brinquedos. A boneca era basicamente a mesma, com pequenas mudanças como pálpebras mais brilhantes e cabelos mais macios. AiAi Chan é extremamente difícil encontrar nos dias de hoje e são incrivelmente caras.
Em 1997, produtora de TV e video Gina Garan conheceu as Blythes através de uma amiga que lhe mostrou a boneca no eBay por achar que se parecia com ela. Com uma câmera antiga e sem conhecimento nenhum em fotografia, ela passou a fotografar a boneca em suas viagens e em 2000 lançou o livro com essas fotos, o This Is Blythe.
Em 2001 a primeira das Neo Blythes foi produzida pela CWC e fabricada pela japonesa Takara jutamente com a exposição das fotos de Gina Garan. O modelo Parco Limited Edition (1000 bonecas), esgotou em menos de uma hora. No mesmo ano ainda foram lançados mais 5 modelos.

 

A Blythe é uma boneca com muita personalidade. Na verdade, a coleção Blythe apresenta vários estilos de bonecas, inclusive os modelos customizados pelas próprias colecionadoras.  Hoje em dia, existem modelos extremamente raros que somente colecionadores tem acesso.
Depois de muitos anos de história, a Blythe finalmente se tornou um sucesso mundial. Atualmente, a boneca tem roupas customizadas, várias fãs e vale muito dinheiro. Muitas mulheres apostam nas Blythes como objetos de decoração. Elas definitivamente se tornaram o sonho de consumo de muitas pessoas.

 

 

 

 

 

 

E para quem não tem grana, como eu, para comprar uma boneca de R$ 500,00 investimos em outros formatos como livros e cards.  Alguns deles tão raros quanto as bonecas.

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fevereiro 1, 2016

Carnaval em Veneza

Postado por Erica

Bom dia, Mulherzinhas!!!

Hoje o blog está em clima de festa!  Vamos falar de carnaval!!! Mas não o carnaval brasileiro e sim o veneziano.

Esta festa carnavalesca, que dura mais ou menos dez dias, tem uma feição muito pessoal, um movimento peculiar, distinto de qualquer outro Carnaval. Ao contrário de outras comemorações desta natureza, que nascem principalmente da mobilização popular, esta celebração é originalmente um ritual promovido pela elite financeira e cultural, embora seja igualmente dedicada ao prazer dos sentidos.
Ela se caracteriza pelo uso intensivo de máscaras e figurinos que tentam reproduzir o estilo dos nobres que viveram nos séculos XVII e XVIII, ou os modelos apresentados pelos personagens da Commedia Dell’Arte – representações teatrais muito comuns na Itália e por toda a Europa do século XVI até a metade do século XVIII, as quais celebrizaram os personagens até hoje tão cultuados, pierrôs, colombinas e arlequins.

Em fins do século XI o Carnaval de Veneza figurava nos registros como festas que se prolongavam ao longo de seis meses. O uso de máscaras havia se tornado tão habitual que foi preciso criar leis para regular sua frequente utilização. Muitos contraventores e assassinos se ocultavam por trás delas e várias pessoas cometiam adultério ou praticavam atos de sedução, protegidas pelo anonimato. Elas foram inclusive proibidas no começo do século XVII.
A Praça de São Marcos é invadida pelo povo e por turistas, enquanto a elite se refugia nas majestosas mansões e nos castelos do Gran Canale, onde ocorrem também requintadas festas nas quais não faltam a champanhe mais cara e as orquestras mais refinadas. Os integrantes das altas camadas sociais ocupam os salões de festas dos luxuosos hotéis de Veneza, ornamentados com motivos extraídos de trechos das óperas de Verdi. Eles bailam ao som de valsas, tarantelas e agora com maior frequência ao ritmo do samba. Enquanto isso, o povo se solta nas ruas transbordantes de gente.

Em Veneza o Carnaval começava oficialmente com o Liston delle Maschere, o caminho das máscaras, que era o passeio dado pelos habitantes que, elegantemente vestidos e usando as suas máscaras, expunham as suas riquezas em sedas e joias. Primeiro pelo Campo de Santo Stefano e mais tarde pela Praça de S. Marcos, por este último local ser mais espaçoso, para trás e para a frente, desfilavam repetidamente até acabarem no restaurante ou no teatro.
A “Bauta”, de cor branca, é considerada a máscara tradicional de Veneza, a qual permitia ao seu utente comer e beber sem a retirar, sendo usada também durante todo o ano para proteger a identidade e permitir os encontros românticos. A “Moretta”, máscara exclusivamente feminina, foi uma das mais famosas, apesar de ser segura, através de um botão, pelos dentes da frente, o que impunha às mulheres um silêncio forçado muito do apreço dos homens.
O Carnaval era uma excelente oportunidade para conhecer novos amores e uma das formas de fazer a corte às mulheres; era a prática de atirar ovos perfumados, cheios de água de rosas, às casas das eleitas, mas também aos espectadores, às damas da sua preferência e aos maridos destas. “Mattaccino” era o nome dado às máscaras dos jovens atiradores de ovos, ficando a ser um dos personagens típicos do Carnaval de Veneza. Estes ovos perfumados, que existiam em grande variedade, chegaram a ser grande moda e eram vendidos nas ruas pelos mercadores.

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