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junho 26, 2016

Diversidade, representatividade…onde?

Postado por Erica

Bom dia, Mulherzinhas.
Ontem, 25 de junho, participei do CNB2016.  Na segunda parte das palestras tivemos a honra de conhecer a diretora de redação da Revista Glamour.  No decorrer da conversa, uma das cacheadas (não me lembro o nome dela) levantou a questão da representatividade nessas grandes revistas de moda e beleza.  Eu senti um pouco de desconforto da Monica Salgado na hora de responder essa questão e achei mais, ela não teve uma resposta convincente.
Aí eu fico me questionando…

 

  • Sou gente, sou mulher e sou também consumidora;
  • Sou negra, sou mulher e sou também consumidora;
  • Sou gorda, sou mulher e sou também consumidora;
  • Sou baixinha, sou mulher e sou também consumidora;
  • Sou mulher e não gosto de maquiagem, mas também sou consumidora;
  • Sou cacheada, sou mulher e também consumidora;
  • Sou mulher fora dos padrões alta, magra e loira…mas também sou consumidora;
  • Sou mulher alta, magra, loira e apaixonada por games, mas sou consumidora;
  • Sou mulher fora do eixo Rio/SP, mas também sou consumidora;
  • Sou mulher madura, já passei dos 25 anos, mas sou consumidora;
  • Sou mulher, sou mãe…e agora sou consumidora por 2.

Quantas mulheres que não estão representadas nesse mundo de moda e beleza e pior, onde ficam a tão falada representatividade e diversidade que todas essas áreas pregam ardentemente?

Será que essas palavras R E P R E S E N T A T I V I D A D E  e D I V E R S I D A D E viraram só marketing por ser politicamente correto defender?  Mas se for esse o caso, onde fica a confiança do consumidor nessas marcas?  Pq pregam uma coisa e fazem outra?
Algumas marcas usam a desculpa de que não tem nenhuma mulher “relevante” ou em “destaque” que estejam nesse grupo das gordas, cacheadas, negras e tantas outras fora dos padrões.
Mas aí, eu novamente me questiono….
  • Quantas atrizes negras temos em papel de destaque na TV ou no cinema?
  • Quantas atrizes gordas temos em papel de destaque na TV ou no cinema?
  • Quantas mulheres tipicamente brasileiras (e não com perfil europeu) temos em destaque na mídia brasileira de forma geral?
Só para deixar claro, não estou falando da Revista Glamour em si apenas usei o gancho do que aconteceu no CNB.  Estou questionando a mídia de forma geral.  Quantas vezes eu e você abrimos uma revista e não nos vimos representadas nelas?  Quantas vezes entramos em uma loja e nos sentimos um peixe fora d’água?  E isso pq não tocarei nesse post na representatividade politica e empresarial.
É sério, eu quero muito que você analise friamente quantas vezes entrou em uma loja ou abriu uma revista e pensou “nossa, isso é pra mim” ou “uau, eles pensaram em mulheres como eu”.
Eu sinceramente, procuro a diversidade que as pessoas tanto falam e defendem no mundo da moda e beleza.
Não quero aqui fazer “mimimi”, quero apenas que você analise e pense…será que pq eu ou você estamos fora dos padrões impostos pela mídia precisamos “provar” para as marcas que somos consumidoras?  Será que eu e você que estamos fora dos padrões impostos pela mídia precisamos provar para as marcas que pensamos, sentimos e temos necessidades?
E irei um pouco mais longe, onde fica essa história de “empoderamento” que a mídia tanto fala se ela mesma não acredita em mulheres fora dos padrões?Apesar de não me sentir representada na mídia eu sou mais eu.  E você também deve se dar valor pelo que é, a mídia quer impor um padrão que não pega, é só olhar para a diversidade brasileira, então não se sinta diminuída por causa disso.  Mas também não deixe de lutar por maior representatividade.
Somos consumidoras?  Sim!  Mas também somos muito mais que isso.

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